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  • Denia Fonseca

Não há nada que possamos ver ou perceber no outro que não esteja em nós.


É isso mesmo! Existe um mundo de possibilidades dentro de cada pessoa. Um infinito de qualidades, defeitos e características boas e nem tão boas. Por muito tempo me julguei melhor ou pior que os outros. Quantas vezes critiquei as características particulares de cada um como sendo boas ou ruins.


Passamos a vida classificando pessoas porque aprendemos a fazer isso desde cedo, pelos exemplos de nossos pais, parentes, professores, colegas e mídia em geral. Crescemos em um sistema que cobra perfeição e resultado, critica os que fogem ao padrão de normalidade e pune severamente quem ousa ser diferente (em casa, na escola, no trabalho...). Assim, aprendemos a comparar, metrificar e excluir. A grande questão é que neste processo somos forçados a eliminar e negar uma boa parte de quem realmente somos, nossa parte real e autêntica, perdendo a capacidade de nos ver de forma integral, inteiros. E o pior, muitas vezes criamos e interiorizamos barreiras que nos foram colocadas por meio de críticas.




Como isso acontece? Por ação do sistema social, famílias, amigos e grupos. A medida em que a criança cresce sendo punida, criticada, comparada, humilhada, desvalorizada, invalidada, rejeitada por ser quem é, por fazer o que faz e por ter o que tem, ela se desvaloriza em cada etapa. Isso gera uma falta de aceitação do que não se pode mudar ou controlar. Pelo foco nas fraquezas, naquilo que ela não dá conta, ao invés do foco nas qualidades e potenciais. Os pais devem mostrar aos filhos como enxergar suas qualidades, suas habilidades e potenciais, isso de forma sistemática e constante por meio do amor incondicional.


As crianças são um mundo em potencial, porém aprendem a fechar nas SOMBRAS boa parte do seu eu, deixando na LUZ só o familiarmente aceitável e o moralmente correto. Fazem isso por MEDO de não serem amadas por serem quem são. O problema é que só conseguimos ver as nossas sombras e nossa luz quando estão projetas em outras pessoas, e por isso negamos, dizemos “eu não sou assim” “eu não consigo fazer isso que ele faz”.


Após ler o livro “O Lado Sombrio dos Buscadores da Luz da autora, Debbie Ford, me dei conta verdadeiramente da dimensão da ACEITAÇÃO. Me aceitar por inteira, cada faceta do meu eu, meus defeitos e qualidades, pontos fortes e fracos que só enxergava quando estavam projetados em outras pessoas. AGORA EU SEI E EU POSSO!



Ao compreender que você tem tudo o que vê nos outros, seu mundo todo se altera.

Foi libertador parar de julgar e criticar, ficou mais fácil amar e respeitar todos a minha volta, principalmente meus filhos e marido.

A chave foi tomar consciência de que não há nada que possamos ver ou perceber no outro que também não faça parte de nós. Como eu fiz isso? A resposta é simples, autoconhecimento, terapia, leituras e muito desejo de crescer como pessoa e me desenvolver como ser humano.

Fica a dica!

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