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  • Denia Fonseca

TORNE-SE UM PREPARADOR EMOCIONAL


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Todo pai deseja que seu filho seja uma pessoa direita, responsável e que contribua para sociedade, seja suficientemente forte para fazer suas próprias escolhas, que aproveite a vida e o que conquistou com seus próprios talentos, que tenha amigos, um bom relacionamento e seja um bom pai.


Para tanto, vários estudos da psicologia concluíram, que para muitos pais, apenas amar e ser carinhoso não era o bastante, pois, a postura diante das próprias emoções e das do filho acabava impedindo a comunicação e bloqueando aprendizados importantes para o amadurecimento emocional.


Entre as descobertas John Gottamn, e Joan DeClarire estavam o fato de que pais “emocionalmente inteligentes” eram capazes de treinar emocionalmente seus filhos. Os filhos destes pais conseguiam regular melhor os próprios estados emocionais; se acalmavam-se com mais facilidade e por isso, adoeciam com menor frequência; tinham facilidade de concentração; se relacionavam melhor com os outros mesmo em situações difíceis como Bullying; tinham facilidade de fazer amigos; tinham melhor desempenho acadêmico.


Segundo o Ph.D. John Gottamn, e Joan DeClarire autores do livro, Inteligência Emocional e a Arte de Educar nossos filhos, ao compreendermos nossos filhos e os ajudarmos a lidar com os sentimentos negativos como raiva, tristeza e medo, construímos um vínculo de confiança, aceitação e respeito.

Hoje em dia se tornou fundamental criar filhos emocionalmente inteligentes. O livro está cheio de estratégias e é uma ótima ferramenta para os pais que desejam ser preparadores emocionais para seus filhos.


Para se tornar um pai ou mãe melhor é necessário fazer um exame de consciência e superar alguns obstáculos, então faça o teste e avalie seu estilo parental.


Avaliando seu estilo parental.

Este teste contém perguntas sobre seus sentimentos relativos à tristeza, ao medo e à raiva - em você e em seus filhos. Para cada item, marque a resposta mais de acordo com o que você sente. Na dúvida, escolha a resposta que parecer mais plausível. Embora este teste exija que você responda a muitas perguntas, tente fazê-lo até o fim. A extensão do modelo nos garante cobrir a maioria dos aspectos de cada estilo parental. V = verdadeiro F = falso


Mesmo que alguns pais sejam muito carinhosos e atenciosos, não conseguem lidar adequadamente com as emoções negativas dos filhos, entre eles estão:


1) Pais Simplistas, que não dão importância, ignoram ou banalizam as emoções negativas da criança.

O efeito deste estilo de educação: a criança aprende que seus sentimentos são errados, impróprios, inadequados, pode acreditar que algo intrinsecamente errado com ela por causa do que ela sente, além de poder ter dificuldade em regular as próprias emoções.


2) Pais Desaprovadores, que são críticos das demonstrações de sentimentos negativos dos filhos e podem castigá-los por exprimirem as emoções.

O efeito deste estilo de educação: Os mesmos que o estilo Simplista.


3) Pais Laissez-faire (condescendentes), que aceitam as emoções dos filhos e demonstram empatia por eles, mas não os orientam nem lhes impõem limites.

O efeito deste estilo de educação: A criança não aprende a regular as emoções, tendo dificuldade de se concentrar, de fazer amizades, de se relacionar com outras crianças.


Nem tudo está perdido!

Se você fez o teste e descobriu que está sendo simplista, desaprovador ou condescendente com as emoções de seu filho, saiba que você pode aprender a ser um preparado emocional.

Os Preparadores Emocionais


Vêem nas emoções negativas uma oportunidade de intimidade; são capazes de perder tempo com uma criança triste, irritada ou assustada; não se impacientam com a emoção; percebem e valorizam as próprias emoções; vêem nas emoções negativas uma oportunidade importante para agirem como educadores; são sensíveis aos estados emocionais da criança, mesmo os sutis; não ficam confusos nem ansiosos com a expressão de emoção da criança; sabem o que precisa ser feito; respeitam as emoções da criança; não ridicularizam nem fazem pouco das emoções negativas da criança; não ridicularizam nem fazem pouco das emoções negativas da criança; não dizem como a criança “deve” se sentir; não sentem que precisam resolver todos os problemas para a criança; usam os momentos de emoção para: escutar a criança; demonstrar empatia com palavras tranquilizadoras e afeição; ajudar a criança a nomear a emoção que ela está sentindo; orientar na regulamentação das emoções; impor limites e ensinar manifestações aceitáveis da emoção; ensinar técnicas de solução de problemas.


Efeitos deste estilo sobre a criança: Ela aprende a confiara em seus sentimentos, regular as próprias emoções e resolver problemas. Tem autoestima elevada, facilidade de aprender e de se relacionar com as pessoas.


Referente: O texto acima foi retirado do livro Inteligência Emocional e a arte de criar nossos filhos, dos autores, John Gottman, PH.D com Joan DeClaire, editora Objetiva, 2001.


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